Paulo de Mello Bastos, hoje com lúcidos 90 anos, decidiu abrir a caixa-preta do golpe de 64. Como secretário político do Comando Geral dos Trabalhadores, o então temido CGT, participou dos principais fatos durante o governo João Goulart. Há revelações até para o autor: ele descobriu, por exemplo, que havia um esquema armado dentro do CGT.

Para o jornalista Marcos de Castro, A Caixa-Preta pode ser lido como um romance dos bons, daqueles que você tem pressa de virar a página porque o fio da meada é tenso, não afrouxa nunca. Outro jornalista, Geneton Moraes Neto, acrescenta que são memórias que podem ser lidas como reportagens. Melhor para o leitor.