Histórias da Ditadura

Referências

Autor

Pedro Estevam da Rocha Pomar

Título

Massacre na Lapa: como o Exército liquidou o Comitê Central do PC do B.

Formato

Livro

Palavras-chave

Esquerdas, Resistência, Luta Armada, Editora Busca Vida, 1987

Sinopse

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Em dezembro de 1976, a chacina da Lapa encerrava de forma brutal a longa série de assassinatos cometidos pela ditadura militar contra seus opositores. Além do discutível privilégio de ter sido o último elo de uma cadeia sangrenta, que hoje se tenta fazer desaparecer da história, este episódio chama a atenção por reunir em si muitos aspectos da luta política naquele período e dos seus desdobramentos. A começar pelo esquecimento tácito de parte desta luta e de alguns de seus atores. Na memória da opinião pública democrática e de esquerda, o último morto da ditadura foi Vladimir Herzog, explicitamente citado assim quando se completaram dez anos de seu assassinato, em 1985. Mas, depois dele, ainda vieram Manoel Fiel Filho e, um ano depois, Pomar, Arroyo e Drummond. O operário Fiel Filho tinha em comum com os mortos da Lapa não ser de profissão intelectual. Não eram figuras típicas da classe média, não tinham atividades legais que os notabilizassem antes da prisão. Não vai nisso nenhum demérito à figura de Vlado, devo acrescentar. Trata-se apenas de lembrar que a sociedade brasileira dificilmente reconhece alguém que esteja à margem das instituições — e nisto a esquerda a acompanha quase sempre. Isto em nada diminui o peso da tragédia de Vlado nem o horror de seu assassinato pela ditadura. Apenas ilustra adicionalmente o isolamento a que tinham chegado as organizações clandestinas, hoje refletido na lembrança cada vez mais esmaecida que cerca seus mortos.

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