Histórias da Ditadura

Hoje na Imprensa

23
jan
2017

30 anos sem Paulo Fonteles: a guerra fez parir o advogado-do-mato.

Corrutelas se abriam com a velocidade com que os papéis corriam lépidos nos cartórios em beneficio dos novos bandeirantes, também paulistas, sob os interesses da Brasil Central, uma autarquia que representava poderosos interesses econômicos no sentido da expansão do capitalismo no Brasil. Eram os filhos desbotados – pelo tempo – de Bartolomeu Bueno da Silva, Anhanguera. E uma velha tradição, as digitais da Casa Grande e três séculos de escravidão fez ressurgir, na fronteira amazônica, uma atroz espiral de violências contra o povo.

No instante em que a grande empresa aramou as terras – impulsionando o velho latifúndio, agora modernizado pelos potes de ouro da Sudam – um estampido de vinte soou na mata, eram as revoltas camponesas transformando árvores, escarpadas e grotões em trincheiras, enfrentando novos bugreiros, gente do SNI, o Major Curió e a Polícia Militar do Pará.

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