Histórias da Ditadura

Hoje na Imprensa

18
fev
2017

Como a CIA interpretou a Legalidade e o golpe militar de 1964 no Brasil.

Antes, durante e depois do golpe militar no Brasil, a agência americana CIA acompanhou de perto as agitações políticas, as movimentações dos oficiais no Brasil e a tentativa de resistência arquitetada pelo governador Leonel Brizola no Rio Grande do Sul na Campanha da Legalidade, por meio de relatos enviados pela embaixada e consulados a Langley, na Virgínia, onde fica a sede da inteligência dos Estados Unidos.

Chama a atenção a atualização dos relatos, praticamente em tempo real, em uma época em que não havia internet ou redes sociais. Em documento de 31 de agosto de 1961, com o ex-presidente Janio Quadros a caminho da Europa após renunciar, funcionários americanos relatam a seus superiores a sessão conjunta do Congresso que permitira a posse do vice João Goulart, com as restrições de um sistema parlamentarista. No texto, o regime a ser implantado no Brasil é comparado ao da Alemanha Ocidental, então, no contexto da Guerra Fria, exemplo de antagonismo à porção comunista da nação dividida após a II Guerra Mundial, a Alemanha Oriental: “um manifesto dos chefes das forças armadas em 30 de agosto declarou oposição ao retorno de Goulart na situação atual. No entanto, o ministro da Guerra Denys (Odílio Denys) relatou ao ex-presidente Kubitschek (Juscelino) que os militares aceitariam a forma de governo parlamentarista (equivalente ao) da Alemanha Ocidental”.

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