Histórias da Ditadura

Hoje na Imprensa

14
jan
2017

Forças Armadas e democracia.

A República nasceu de um golpe militar. Desde então a participação castrense na cena política brasileira foi constante. Na República Velha tivemos rebeliões na Escola Militar, as revoltas tenentistas de 1922 e 1924, a Coluna Prestes, sem contar pequenos incidentes entre os militares e os governos civis. Veio a Revolução de 1930, onde, apesar da liderança civil (Getúlio Vargas), a ação dos militares foi determinante. A década de 30 foi recheada de choques armados em maior ou menor proporção: 1932, 1935, 1937 e 1938. Getúlio Vargas, que chegou ao poder pelas mãos dos militares, será por eles derrubado em 29 de outubro de 1945. Na década seguinte, as Forças Armadas se transformaram em verdadeiro partido político, com suas facções e seus líderes.

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Com a redemocratização (1985), abandonaram a participação direta na política. E a Constituição de 1988 reservou às Forças Armadas (art. 142) o papel que numa democracia cabe a elas. Nunca na história brasileira – e lá se vão mais de trinta anos – os militares estiveram tão afastados da política partidária. E isso é bom para as Forças Armadas e para o Brasil.

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