Histórias da Ditadura

Hoje na Imprensa

01
mar
2017

Não há democracia onde houver desaparecidos. Entrevista especial com Suzana Lisboa.

O silêncio que segue impedindo acesso aos principais arquivos da ditadura instaurada no Brasil a partir do golpe militar de 1964 alimenta uma das maiores dívidas para com a sociedade: o destino das pessoas sequestradas e eliminadas pelas forças repressoras. Para Suzana Lisboa, “o passado foi colocado para baixo dos panos pelos governantes”.

Ela é um dos principais nomes entre os familiares de mortos e desaparecidos que lutam para obter informações sobre as pessoas eliminadas pelo regime militar. Em entrevista concedida por telefone à IHU On-Line, Suzana afirma que a Lei 9.140 deu uma indenização para o grupo, mas não o principal, reivindicado desde a ditadura. “Queremos saber onde estão, como morreram, quem matou e queremos a punição dos responsáveis”, desabafa. “Nada disso nos foi dado.”

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