Histórias da Ditadura

Hoje na Imprensa

14
jan
2017

No limite da tensão: Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro remonta exposição de Carlos Zílio.

Na década de 1970, o artista plástico Carlos Zilio fez sua primeira exposição solo em uma instituição de arte após ser preso durante dois anos, acusado de subversão. Em 1976, o Museu de Arte Moderna do Rio (MAM) exibiu “Atensão”, um conjunto de obras que exploram equilíbrios tênues, prestes a serem desfeitos. Quarenta anos depois, a exposição está de volta ao mesmo MAM, onde permanece até 5 de março. Até lá, novos visitantes poderão conhecer trabalhos que lidam com a tensão através da ameaça ao limite, como pedras sustentadas por cabos ou placas de madeira equilibradas em tijolos, entre outras experiências.

Remontada por iniciativa de Zilio e a curadora Vanda Klabin, que organizou a primeira exposição e coordena a atual, a mostra encontra também um “eco histórico” no cenário político atual, segundo o artista, devido ao fato de ser reaberta poucas semanas depois da invasão do Senado, em Brasília, por manifestantes que pediam o retorno do regime militar. “A exposição é um comentário plástico sobre a vivência de estar sob o permanente temor de não saber o que pode acontecer, sob a insegurança do que você pode ou não fazer. Esse grupo de pessoas que pediu a intervenção militar quer trazer de volta a experiência traumática do passado (ditadura)”, afirma Zilio, hoje com 72 anos.

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