Histórias da Ditadura

Hoje na Imprensa

09
jan
2017

O Arraes católico que a ditadura militar de 64 escondeu.

Se vivo fosse, o cearense Miguel Arraes de Alencar, três vezes governador de Pernambuco, um dos ícones da esquerda brasileira até sua morte, teria completado 100 anos em dezembro último. Na ocasião, foi homenageado em sessão solene pelo Congresso.

 Dele, seus desafetos sempre disseram era comunista e ateu. Deposto do governo em 31 de março de 1964, preso pelos militares da ditadura que durou 21 anos, Arraes foi transferido para a ilha de Fernando de Noronha e, mais tarde, para o quartel do Corpo de Bombeiros, no Recife.

Ali, antes de se exilar na Argélia por 14 longos anos, Arraes escreveu uma carta de quatro páginas para o então arcebispo de Olinda e Recife, dom Hélder Câmara, cearense como ele. A carta revela que Arraes era um homem de fé católica, o que jamais foi um segredo para sua família.

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