Histórias da Ditadura

Hoje na Imprensa

27
fev
2017

Opinião: Está faltando na avenida. (Sérgio Magalhães)

A meio desse caminho, o preconceito de parte da elite brasileira ainda se expressava com ênfase. Em 1967, reclamava em editorial o jornal “O Estado de S.Paulo”, segundo lembra Elio Gaspari, em seu magistral livro “A ditadura envergonhada”: “Aquilo que se devia à espontaneidade do sentimento popular desapareceu para em seu lugar surgir essa coisa que se chama ‘escolas de samba’, onde o mais sofisticado mau gosto se alia ao marginalismo de uma população que não soubemos até agora integrar no organismo nacional.”

 

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A rejeição não distinguia lados do espectro político. Zuenir Ventura, mestre que sabe tudo dos anos 60, em recente crônica, nos fala que “durante a ditadura militar, uma esquerda mal humorada implicava com o carnaval, chamando-o de fuga, evasão, descarrego. Em uma palavra, alienação”. O carnaval de rua reinventou-se com a Banda de Ipanema, de 1965, e tomou conta do Brasil.

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