Histórias da Ditadura

Hoje na Imprensa

16
jan
2017

Para o filho de Jango, CNV deveria ser órgão permanente.

Dedicado a preservar a legado do pai, o filho do presidente deposto João Goulart, João Vicente Goulart, veio a Porto Alegre para lançar o seu livro intitulado Jango e Eu, que narra a relação dos dois durante o período em que viveram exilados no Uruguai. A história da família Goulart se confunde com a da política brasileira, uma vez que o ex-presidente foi tirado do poder pelo golpe militar em 2 de abril de 1964, dois dias depois de sua conflagração, em 31 de março.
Segundo João Vicente, a obra busca mostrar às novas gerações as dificuldades de crescer exilado em outro país, pelo simples fato de lutar pela democracia. Aliás, o filho de Jango considera que o Brasil dá pouca importância à memória e às medidas de reparação às violações dos direitos humanos ocorridas durante a ditadura militar (1964-1985).
Apesar de reconhecer a “grande importância” da Comissão Nacional da Verdade (CNV), o filho do ex-presidente acredita que a CNV – que atuou durante dois anos, coletando documentos e relatos de pessoas atingidas pelas ditaduras brasileiras – deveria se tornar um órgão permanente.