Histórias da Ditadura

Hoje na Imprensa

01
fev
2017

São Paulo: Cinemateca homenageia Andrea Tonacci.

Entre os dias 2 a 19 de fevereiro, a Cinemateca Brasileira apresenta a mostra Homenagem a Andrea Tonacci. Serão exibidos 12 títulos do diretor, incluindo obras marcantes do cinema brasileiro, como Bang-Bang e Serras da Desordem, e também, seu último filme, Já Visto, Jamais Visto.

Foi um dos pioneiros da linguagem do vídeo no Brasil e seus registros inclusive compõe o material de arquivo de seu último filme. Iniciou pesquisas com as culturas indígenas, em filmes como Os Arara e Conversas no Maranhão.

Realizado entre os anos de 1977 e 1983, Conversas no Maranhão nasceu do contato do diretor e fotógrafo Andrea Tonacci com os índios Canela Apãniekra nos anos 1970. O filme é um importante manifesto dos Canela Apãniekra ao governo brasileiro, no momento da demarcação de suas terras pela Funai. À medida que narra a história da comunidade, os conflitos fundiários, seu massacre e os limites imemoriais de seu território, Conversas no Maranhão observa os rituais e o cotidiano dos Canela Apãniekra, entrevistando também chefes da aldeia. Entre os anos 1990 e 2000, dirigiu uma série de curtas-metragens e médias-metragens, como Óculos para Ver PensamentosPara Ver TV tem que Ficar Ligado e Página de Diário de Viagem, com destaque para suas obras institucionais, Theatro Mvnicipal de SP e Biblioteca Nacional.

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