• Lúcio Geller Junior

O que esperar da guerra na Ucrânia? Menos do que nada

Atualizado: 4 de mai.

Desde 2018 tenho me dedicado a escutar pessoas que, hoje radicadas no Brasil, viveram na União Soviética até o fim do socialismo de Estado. Se há algo que eu aprendi com elas, é que nem tudo na vida cabe dentro das casas de um tabuleiro de xadrez – até porque estar vivo é também procurar ir além de si mesmo. Nenhuma vida é – e nem consegue ser – um objeto fixo. Por isso, mesmo que o xadrez seja um passatempo interessante, nenhuma de suas peças ou posições é capaz de acomodar adequadamente as possibilidades, práticas e sonhos que direcionam as ações dos corpos vivos.


Civis e soldados da Ucrânia abrigados abaixo de uma ponte em Kiev (5 mar. 2022). Autor: Міністерство внутрішніх справ України. Wikimedia Commons.

Nas últimas semanas, sobretudo após a eclosão da guerra entre Rússia e Ucrânia, em 24 de fevereiro, pude perceber que, dentro das mais variadas análises, o conflito foi colocado como os seus arquitetos desejam que ele pareça: uma movimentação de peças. A guerra, no entanto, é uma obra humana. No limite, ela é a consequência mais terrível da incapacidade de viver com aquilo que o outro busca ser; ela é a exacerbação do que se acredita ser, mas nunca é uma realidade dada. A partir das discussões que tenho acompanhado e do que aprendo constantemente com meus estudos, resolvi escrever algumas considerações sobre o que esperar dessa guerra. Obviamente, não me proponho a prever o que vai acontecer em seguida, mas a refletir sobre as expectativas que podemos depositar em mais uma tragédia existencial do nosso tempo. Embora limitado pelo bombardeio de informações que a cada minuto parecem deixar aquilo que pensamos completamente obsoleto, tentarei oferecer algumas formas de pensar os eventos em curso e, apesar dos limites, agir sobre eles.

O tabuleiro

Em primeiro lugar, parece haver poucas dúvidas de que a Rússia de hoje não é mais aquela que, ao longo do século XX, alimentou as esperanças de inúmeros movimentos que lutaram pela transformação do mundo. Ainda assim, mesmo que suas realizações tenham, em muitos sentidos, se distanciado da forma como o comunismo foi imaginado, o desaparecimento da União Soviética deixou a velha “juventude do mundo” órfã. Também não me parece ser mistério algum que seu atual chefe de Estado, Vladimir Putin, não é um ferrenho defensor dos direitos, das liberdades democráticas e tampouco dos antigos ideais bolcheviques, salvo um certo paradigma de virilidade que moldou a concepção militar soviética. Um líder cuja ascensão custou aos separatistas da Chechênia um prolongado “batismo de fogo” e que se mantém no poder por meio da construção de um ideal de patriotismo, depositado na importância da defesa territorial: a conservação da “fonte espiritual que formou a nação russa” (PUTIN, 2014).


Mas a Rússia e seu chefe de Estado não são pontos completamente fora da curva, ou melhor, fora da evolução histórica que “todos os países foram solicitados a atingir”, segundo Jacques Rancière (2014, p. 6), depois que a democracia representativa e a lei do mercado capitalista puderam regozijar-se com a falência da “alternativa” comunista. Antes de uma bem-acabada marcha rumo a formas mais democráticas de convívio, uma explosão de conflitos étnicos e religiosos, bem como o aparecimento de figuras e movimentos sutilmente ou declaradamente autoritários, ocorreram em várias partes do mundo e, principalmente, nos países do antigo bloco socialista. Nada poderia estar mais longe de um otimista “fim da história” – como alguns filósofos apologéticos gostavam de anunciar à época – do que o mundo que começava a emergir na década de 1990. Aliás, se as atuais tensões no continente europeu se equiparam apenas com aquelas decorrentes do abandono do Acordo de Munique de setembro de 1938, qual é o lugar reservado aos inúmeros massacres que ocorreram durante a guerra da Iugoslávia, logo depois do fim da Guerra Fria?


Outro equívoco seria o de atribuir qualquer virtude ao “militarismo humanitário” da Organização do Tratado do Atlântico Norte (TRAVERSO, 2018, p. 61), que, sob o pretexto de evitar que as catástrofes do passado se repitam, prolifera suas bases sobre as antigas zonas de influência do Pacto de Varsóvia, o extinto bloco rival. Isso sem dúvida explica um certo desejo de pragmatismo de algumas leituras sobre a guerra. Desse ponto de vista, desde o fim da União Soviética, faltam oponentes e sobram aliados aos Estados Unidos – país que já usou da força para se apossar de riquezas alheias; que apoiou a derrubada de governos democráticos e a manutenção de ditaduras; que mutilou, dizimou e envenenou dezenas de milhares de pessoas em inúmeras guerras e intervenções ao redor do mundo; e, que incentivou a ação nefasta de empresas poluidoras e nocivas à biodiversidade. Sem contar o crime pelo qual nunca foi penalizado: bombardear Hiroshima e Nagasaki. No entanto, esse desequilíbrio no tabuleiro das relações de poder o deixou assumir um assustador protagonismo global, dirigindo os circuitos de trocas de bens, investimentos, comércio, informação, tecnologias e ideias, exportando uma lógica única de produção, em parte responsável pela atual precarização das relações de trabalho.


Bombardeio russo de antenas de telecomunicações em Kiev (1 mar. 2022). Autor: Міністерство внутрішніх справ України. Wikimedia Commons.

Em contrapartida, há a União Europeia, formada por países que até outro dia eram impérios coloniais que devastavam “povos sem história” e afirmavam a sua índole “humanitária” através da “desumanização” do outro – disposições imperiais que não foram liquidadas ao aderir a outras lógicas de governança. Não como versões camufladas do passado, mas “remodelagens oblíquas”, como bem colocou Ann Stoler (2016, p. 16). Assim, a ascensão de algumas figuras marginais ao centro do debate público – como Marine Le Pen, na França, ou Matteo Salvini, na Itália – rumo a uma participação ativa na política europeia não é um mero “acidente de percurso”, como às vezes é sugerido. E sim, uma longa normalização de sua presença, fortemente ligada ao exercício contínuo de práticas coloniais, como confirmam as cercas que dividem as fronteiras contra os “estrangeiros”, a dúvida de um moderado Emmanuel Macron sobre se haveria “uma nação argelina antes da colonização francesa” ou os recentes episódios de racismo na fronteira da Polônia com a Ucrânia. Dessa maneira, o alinhamento das agendas de segurança de Washington com Bruxelas não é surpreendente e nem deve ser desconsiderado, a julgar pela sua colaboração durante a intervenção militar na Líbia, por exemplo.

A vida

Porém, nem tudo nessa tentativa de colocar as coisas em termos “práticos” é apenas geopolítica. Quando Theodor Adorno (2020, p. 130) sentiu os primeiros sinais de que estava em curso uma tentativa de transformar a Shoah em uma “aberração no curso da história”, um simples desvio na “tendência dominante do progresso”, ele imediatamente lembrou do extermínio de centenas de milhares de armênios pelo governo otomano já na Primeira Guerra Mundial. Segundo o filósofo frankfurtiano, o nazismo não era uma “regressão civilizacional”, mas apenas a face mais visivelmente mortífera da própria sociedade que ele procurou destruir. Como disse Walter Benjamin (1984, p. 226) décadas antes, “o ‘estado de exceção’ em que vivemos é na verdade a regra geral”. Ambos, no entanto, foram incapazes de vincular a violência fascista com a opressão sistemática que o mundo colonial experimentava há séculos. Caberia aos intelectuais das próprias colônias, como C. L. R. James (2016) ou Aimé Césaire (1977), romper com a cegueira em relação ao colonialismo.


Guardadas as devidas proporções, quero dizer com isso que, por detrás do recurso à geopolítica, vejo sinceras tentativas, por parte de quem procura explicar a guerra como o resultado lógico de profundas contradições históricas, de não deixar que os “excessos” de hoje se tornem as “exceções” de amanhã, naturalizando as muitas outras formas de violência que ocorrem nesse instante, fruto de tendências imperiais que jamais desapareceram. Perguntar por que os bombardeios na Síria ou no Iêmen comovem menos do que os bombardeios na Ucrânia, é talvez uma delas.


Ao mesmo tempo, existem pelo menos dois riscos nesse cálculo que não devem ser deixados de lado como um floreio. O primeiro é o que se quer gerar ao assinalar o “tamanho da nossa solidão”, como diria Gabriel García Márquez (1982). Do meu ponto de vista, trata-se de conseguir criar uma maior sensibilidade em relação à dor e oferecer visões de mundo e experiências de vida mais plurais – condições fundamentais para imaginar uma vida melhor, mas sem dúvida de difícil alcance.


Por um lado, focar em apenas um problema talvez seja um convite para deixar o conjunto de lado. Por outro, não há garantias de que o movimento inverso, concebido como algo que está tão além do alcance de qualquer indivíduo, não leve à resignação, à incapacidade de construir uma plataforma que atenda ao sofrimento de maneira ampla, para além daquilo que os olhos conseguem ver. É um jogo arriscado. Na pior das hipóteses, é possível ampliar a ideia de “inevitabilidade” que muitas vezes serve de pretexto para a perpetuação de mais violência: “em um mundo banhado em sangue, qual o problema de mais um morticínio?” Putin, inclusive, há anos procura alimentar essa mesma frieza para tornar as suas ações mais palatáveis aos olhos de quem, não sem razão, espera muito pouco do autoproclamado “mundo ocidental”. Em uma saudação ao 6º Batalhão de Paraquedistas, na altura das comemorações dos setenta e cinco anos da vitória contra o nazismo, Putin (2020, p. 260) lembrou, fazendo um paralelo cínico, daqueles “que morreram de pé na Síria, tão jovens!”


É tentadora – ainda mais se a causa parecer “justa” – a possibilidade de embaralhar as relações de força dos antigos e novos centros imperiais e arrancar pela raiz as “ervas daninhas” do fascismo que permeiam a política do país vizinho, a exemplo dos abomináveis Setor Direito e Batalhão de Azov. Aliás, desde que bandeiras do primeiro foram hasteadas por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro na Avenida Paulista, em 31 de maio de 2020, comecei a observar as aproximações estabelecidas entre o que há de pior nas políticas brasileira e ucraniana (PORTAL; GELLER JR., 2021).


Emblema do Batalhão de Azov. Reprodução.

É justamente por isso que insisto em pensar o que se quer gerar ao inserir a situação da Ucrânia, compreensivelmente, dentro do amontoado de escombros que são as atuais sociedades. O que queriam Adorno, James e tantos outros era criar formas de lutar contra a barbárie. Para nenhum deles parecia ser suficiente apresentar um longo inventário de catástrofes cujas últimas linhas aguardam o que ainda pode vir, como desejam os próprios perpetuadores da violência, a fim de tornar suas ações justificáveis dada a rotina de absurdos. É preciso pensar os propósitos disso com todo o cuidado para criarmos empatia, possibilitando a indignação da sociedade frente a dor e a busca de um convívio mais plural e não o contrário, deixando as percepções ainda mais esmorecidas ou até mesmo indiferentes com as soluções que bebem da mesma fonte.


É talvez por isso que eu tenha muita dificuldade em aceitar que a violência exacerbada de outra nação seja a razão moral que “horroriza” Putin e o leva ao combate usando o mesmo instrumento que denuncia. Francamente, espero muito pouco, ou quase nada, dos supostos motivos que o levam a combater na Ucrânia. Pelo contrário, vejo apenas a manutenção do status quo de uma sociedade que pode – vejam, eu disse que pode – sempre caminhar para o extremo ao fomentar as supostas “autenticidades” territoriais de um sobre as “artificialidades” de outros, como está fazendo Putin (DUNAEVA, 2013; e, outros trabalhos). Com isso, não estou “absolvendo” nem subestimando as vozes que hoje se erguem contra o presidente russo. Afinal, o mesmo ocorre quando o presidente dos Estados Unidos diz que uma reedição da União Soviética ou, como diziam seus antecessores, do velho “império do mal” está em curso, mantendo viva a ideia de que, pela “paz”, é preciso exportar mais bases militares e armamentos para garantir a coesão global. Nesse momento, uma romaria de países atende ao chamado de Joe Biden contra o Gengis Khan russo, como tipificou um importante veículo de comunicação estadunidense, barrando a entrada do “passado asiático” no dito mundo ocidental “civilizado”. O que estou dizendo é que, mesmo entre os que buscam mostrar a sua posição como “menos” perniciosa frente ao horror de todos os dias, tende-se a colocar a nossa incapacidade crônica de criar espaços fecundos para a coexistência dentro da mesma lógica de tabuleiro de xadrez, amplificando ainda mais a ideia de que existem diferenças inerentes aos seres. Um jogo em que só é possível enxergar dois lados, cujo poder de cada peça depende de determinados atributos e os itens de menor valor são sempre aqueles que engrossam as primeiras fileiras, sem qualquer sentimento ou possibilidade de escapar de disposições pré-determinadas. Sem vida.

Por isso, é fundamental evitar fazer o jogo do xadrez, ou seja, reproduzir a violência dos discursos pautados pelas diferenças, mesmo quando as intenções sejam de colocar mais ângulos sobre uma determinada questão. Esse paradoxo está na base do que eu entendo como um segundo problema da questão acima: como construir as possibilidades de gerar sensibilidade? Certamente não é sobrevoando a paisagem devastada para ver, de cima, as leis que regem a topografia acidentada, tal como a visão dos que explodem cidades inteiras, sem que nem mesmo o esforço conjunto das vidas que vivem ao rés do chão consigam evitar tamanha tragédia. A guerra, como muitos vêm colocando, é a consequência mais extrema da fidelidade ao que se acredita ser – é, portanto, um problema do (con)viver. É neste, então, que os nossos esforços devem se concentrar para impedir que ela apareça como uma possibilidade legítima.


No caso da Ucrânia, vejo como muitos buscam dar uma marcha ré para encontrar as “marcas históricas” mais profundas das divisões que acirraram as tensões no Leste Europeu. A principal delas, usada para explicar tanto a sanha territorial russa quanto o avesso ucraniano ao país vizinho, é a fórmula dos “dois ucranianos”: o ocidental – com uma maior consciência nacional, identificado com o oeste da Europa – e o oriental – falante de russo e mais próximo do leste. Tais fatores teriam motivado a guerra civil em Donbas, em curso desde 2014, entre as forças de Kiev e os separatistas pró-Rússia. Essa divisão, no entanto, é fruto da chamada Revolução Laranja de 2004, que levou Viktor Yushchenko ao poder depois de uma sequência de presidentes que buscaram equilibrar as expectativas depositadas na nova nação com o passado soviético. Fundada em teses políticas dos anos 1990 sobre a construção da Ucrânia independente (PORTNOV, 2013, p. 242), essa fórmula, aceita internacionalmente, reduziu o repertório de escolhas e identificações a um esquema simplificado e discriminatório que subestima a participação ativa de russos e ucranianos na região.


Casa destruída durante a Guerra em Donbas (22 jul. 2014). House destroyed during the war in Donbass, July 22, 2014. Autor: NEWS UTR (Youtube CC). Wikimedia Commons.

Como o patriotismo de Putin, o problema dessas diferenciações é que elas são construídas em termos essencialistas, ou seja, partem de uma oposição entre as culturas dos ucranianos do leste e do oeste que pretendem transcender os limites históricos, como substâncias que podem ser colocadas dentro de uma garrafa. Sem dúvida, há o desejo envolvido de criar uma expressão capaz de afirmar uma ideia de grupo, ou fomentar a sua divisão, que é o problema da guerra. Considero que a questão esteja em pensar formas de a vida social não ser construída em torno da “diferença” enquanto um fator de separação estanque. Digo isso porque acho extremamente arriscado olhar a guerra como o resultado lógico de diferenças intrínsecas aos seres humanos, como um simples jogo de xadrez, amplificando os esquematismos que produzem a desigualdade e silenciam a polifonia das experiências de cada pessoa.


A aposta

Certamente, nada do que escrevi serve como garantia para agir ou mudar efetivamente alguma coisa, muito menos sozinho. Acredito, contudo, que antes de procurar mostrar como os elementos do passado são duráveis, é fundamental fazer isso pensando as diferenças como algo a ser explicado, e não suposto. Para isso, é preciso suspender as categorias de diferenciação que organizam, a priori, o que é visto como algo que já foi determinado pelo próprio conflito nacional. Nenhuma vida, como sugere Ariella Azoulay (2013. p. 565), pode ser exaurida pelas divisões nacionais, ou pela lógica de um tabuleiro de xadrez. Se nossa busca é pela desnaturalização do atual estado das coisas, não podemos esquecer que é possível apontar as inúmeras possibilidades de existência que excedem qualquer esquema pré-determinado, bem como as relações que acabaram sendo minadas pelas nações em guerra. Tais condições, ao lado da sensibilização, são essenciais para imaginarmos um futuro diferente, pois a única coisa a se esperar da guerra, salvo a perpetuação de mais ódio, é menos do que nada.


 

Referências:


ADORNO, Theodor. Educação e emancipação. São Paulo: Paz e Terra, 2020.

AZOULAY, Ariella. Potential History: thinking through violence. Critical Inquiry, v. 39, n. 3, p. 548-574, Spring 2013.

BENJAMIN, Walter. Teses sobre o conceito de história. In: Obras Escolhidas, vol. 1: magia e técnica, arte e política. São Paulo, Brasiliense, 1984.

CÉSAIRE, Aimé. Discurso sobre o colonialismo. Lisboa: Sá da Costa, 1977.

DUNAEVA, Cristina Antonioevna. Preconceito racial e xenofobia na Rússia contemporânea: os mecanismos de categorização étnica e a dicotomia entre “nós” e “outros”. 2013. 263f. Tese de Dourado (Doutorado em Ciências Sociais) – Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais. Departamento de Ciências Sociais do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas.

GARCÍA MÁRQUEZ, Gabriel. La soledad de America Latina. The Nobel Prize. 08 dez. 1982.

JAMES, C. L. R. Os jacobinos negros. São Paulo: Boitempo, 2016.

PORTAL, João Camilo; GELLER JUNIOR, Lúcio. “Chegou a hora de ucranizar!”: usos do passado e nacionalismo nas manifestações públicas em defesa de Jair Bolsonaro. Esboços, Florianópolis, v. 28, n. 48, p. 269-289, maio/ago. 2021.

PORTNOV, Andriy. Memory Wars in Post-Soviet Ukraine (1991–2010). In. BLACKER, Uilleam; ETKIND, Alexander. FEDOR, Julie. Memory and Theory in Eastern Europe. Palgrave Macmillan, 2013.

PUTIN, Vladimir. Poslanie Prezidenta Federalnomu Sobraniu. 2014.

PUTIN, Vladimir. 75 anos da Grande Guerra pela Pátria. In. JÚKOV, Georgy. A decisão da Segunda Guerra Mundial: Moscou, Stalingrado, Kursk, Berlim. Rio de Janeiro: Contraponto, 2020.

RANCIÈRE, Jacques. Ainda se pode falar em democracia? KKYM: Lisboa, 2014.

STOLER, Ann Laura. Critical incisions: on concept work and colonial recursions. Duress: imperial durabilities in our times. Durham: Duke University Press, 2016.

TRAVERSO, Enzo. Melancolia de esquerda: marxismo, história e memória. Belo Horizonte: Âyiné, 2018.


Como citar este artigo:

GELLER JUNIOR, Lúcio. O que esperar da guerra na Ucrânia? Menos do que nada. História da Ditadura, 16 mar. 2022. Disponível em: https://www.historiadaditadura.com.br/post/oqueesperardaguerranaucrania-menosdoquenada. Acesso em: [inserir data].


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