Histórias da Ditadura

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Autor

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Título

A trajetória de dom Paulo Evaristo Arns.

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Artigo

Palavras-chave

Igreja Católica, Dom Paulo Evaristo Arns, Brasil Nunca Mais, 2016

Sinopse

Já é bastante conhecido o importante papel de um setor da Igreja Católica no Brasil contra as arbitrariedades da ditadura militar, que vigorou no país entre 1964 e 1985. A instituição, que apoiou oficialmente a chegada dos militares ao poder, foi, paulatinamente, tomando atitudes de oposição ao regime, sobretudo, quando viu seus próprios membros serem atingidos pelas forças repressivas. Naquele contexto, a Igreja era a única instituição com autonomia suficiente para confrontar o regime. Assim, no início da década de 1970, suas relações com o Estado brasileiro estiveram à beira de uma ruptura.

A trajetória de dom Paulo Evaristo Arns, que faleceu hoje (14/12/2106), seguiu essa mesma lógica. No dia 31 de março de 1964, ele se deslocou de Petrópolis, onde morava, a Três Rios, para abençoar a chegada das tropas do general Mourão Filho ao Rio de Janeiro. A partir do governo Médici, que correspondeu à sua nomeação como arcebispo de São Paulo (1970), dom Paulo passou a se destacar como um dos mais importantes opositores da ditadura militar, o que não impediu, no entanto, que participasse de algumas reuniões da Comissão Bipartite. Um fórum secreto que, entre 1970 e 1974, buscou a conciliação ao reunir autoridades religiosas e governamentais para discutir e resolver os graves conflitos vivenciados pelas duas instituições naquele momento.

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