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  • Foto do escritorGuilherme Leite Ribeiro

A biblioteca de... Maria Celina D’Araujo

Atualizado: 16 de fev.

A partir de entrevistas curtas, a série “A biblioteca de...” é um convite para nossos leitores conhecerem mais o universo de nomes importantes da historiografia. Aquele ou aquela que nos inspira pode indicar caminhos de leitura fundamentais para o nosso aprendizado. Por isso, conhecer o que essas referências leem é mais do que uma simples curiosidade: é, antes de tudo, um modo de descobrir novos horizontes de saber.


Foto da pesquisadora Maria Celina D'Araujo

A convidada desta edição é a professora e pesquisadora Maria Celina D’Araujo. Mestre e doutora em Ciência Política pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Estado do Rio de Janeiro (IUPERJ), D’Araujo foi professora da Universidade Federal Fluminense (UFF), da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e da Fundação Getulio Vargas (FGV). Atualmente é pesquisadora visitante da PUC-Rio, pesquisadora do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) – nível 1B – e presidente da Associação Brasileira de Estudos da Defesa (Abed). Tem mais de 60 artigos escritos em revistas acadêmicas de excelência e publicou diversos livros sobre ditadura militar no Brasil, dentre os quais destacam-se Visões do golpe, a memória militar sobre 1964, junto a Celso Castro e Glaucio Soares (1934-2021), e Ernesto Geisel, resultado de uma longa entrevista com o ex-ditador feita por ela e por Celso Castro. D’Araujo dedicou boa parte de sua carreira a estudar os governos de Getulio Vargas e, mais recentemente, publicou trabalhos sobre qualidade democrática e elites dirigentes. Atualmente, dedica-se ao estudo da relação entre Forças Armadas, segurança pública e política.


Que livro você recomenda para quem está iniciando na área de História?


Para termos uma visão mais ampla e para entender que ditaduras militares foram um fenômeno corriqueiro na América Latina, recomendo o livro de Alain Rouquié, O Estado militar na América Latina.


Qual foi o livro que você mais gostou de escrever?


O Estado Novo (2000), editado pela Zahar. Foi uma obra para público mais jovem, com escrita simples, sem formalidades.


Que livro que você escreveu teve maior repercussão e crítica? A que atribui isso?


O segundo governo Vargas (1992). Foi um estudo inédito e pioneiro. Era a primeira vez que o segundo governo Vargas era objeto de estudo intenso e derrubava uma série de mitos sobre o que seria o populismo de Vargas e sua “virada” à esquerda.


Qual livro de História do Brasil é obrigatório ter na estante?



Em sua biblioteca, tirando suas próprias obras, qual autor(a) está mais presente?


Paulo Markun, um jornalista com grande capacidade de análise e que, assim como Carlos Fico, fornece informações cruciais sobre o os fatos referentes ao golpe e aos governos militares. Do ponto de vista filosófico, Hannah Arendt, que é a principal pensadora do século XX acerca do paroxismo do poder e das engrenagens que explicam o totalitarismo.


Qual foi o último livro que você leu e que lhe marcou?


Gosto muito de literatura e venho lendo autores da Europa de Leste. Mas quero destacar o fantástico A incrível história de António Salazar, o ditador que morreu duas vezes, do jornalista Marco Ferrari.


Qual o seu livro preferido fora da área de História e Ciência Política?



Qual tema você pretende abordar no seu próximo livro?


Presidencialismo brasileiro ou Justiça Militar. Vou tentar os dois.

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