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  • Foto do escritorDiego Gambier

Eleições 2022 – um filme, um livro, uma música

No dia 30 de outubro, teremos o 2º turno de uma das eleições mais importantes da breve democracia brasileira. Quando apontamos nosso olhar criticamente para o passado, a história do país não permite aspirar muito otimismo em relação à construção de uma democracia de mudanças sociais profundas para o horizonte próximo. Entretanto, ao investigar o passado brasileiro, encontramos exemplos de superação de autoritarismos e conquistas de direitos civis e sociais que foram cruciais para a construção de uma democracia, ainda que fragilizada. Dessa forma, hoje, a poucos dias antes da eleição, celebraremos mantendo a esperança de um futuro em que possamos construir uma democracia que possa se aprofundar em direção à superação da desigualdade social. Para isso, necessitamos refletir sobre as vitórias e as derrotas desse longo e contraditório caminho.



FILME:

“Paradoxos: 30 anos de democracia e direitos humanos no Brasil” do Núcleo de Estudos da Violência (NEV).

O documentário reflete sobre a história da breve democracia brasileira, apontando para as permanências do seu passado republicano autoritário e dos direitos humanos no Brasil a partir das pesquisas do Núcleo de Estudos da Violência (NEV), da Universidade de São Paulo (USP). A narrativa é feita através de entrevistas com pesquisadores e por fontes visuais, tendo como objetivo provocar debates a respeito da democracia brasileira e refletir sobre como chegamos ao complexo tempo presente brasileiro.



 

LIVRO:

“Democracia na periferia capitalista: Impasses do Brasil” Luis Felipe Miguel (2022).

Luis Felipe Miguel, cientista político e professor da UNB, procura promover novas reflexões a respeito da “crise da democracia” a partir do olhar da periferia, em particular do Brasil. O autor discute as fragilidades do arranjo político da Nova República, que produziu uma transição conservadora que impediu mudanças sociais mais profundas. Pensando nessas fragilidades, do seu arranjo e das suas instituições, analisa os motivos que levaram ao fortalecimento e a consolidação da extrema-direita, que direcionou a esquerda a assumir um papel de defensora da ordem social. Sua análise, respaldada por amplo arcabouço teórico, também reflete sobre como o país poderia construir uma democracia estável que pudesse promover mudanças profundas.


 

MÚSICA:

“Favela venceu/citação: rap das armas” Don L.

A música está presente no último álbum lançado pelo rapper “Roteiro para Aïnouz (volume 2)”. A narrativa do seu novo disco propõe um novo Brasil, construído pelo poder popular e que constrói mudanças verdadeiramente radicais. Nessa música, o rapper reflete sobre a complexidade de trilhar um caminho em direção a uma democracia profunda, salientando que nessa trajetória haverá vitórias, mas também perdas e retrocessos. Ao refletir sobre as derrotas, aponta que o povo deve ser capaz de identificar seus erros, corrigi-los e permanecer lutando. Em resumo, o som celebra a esperança que deve ser mantida durante o percurso que aspira uma mudança radical para o país.



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