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  • Foto do escritorCarolina Maciel

Juventude em crise ou a crise da juventude?

Atualizado: 14 de mar.

Muito se tem falado sobre a juventude atual. E, às vezes, dela se fala mal: delinquente, transviada, imatura, cabeluda, yê-yê-yê, agitadora, subvertendo padrões, ditando a política nacional e internacional que deve ser seguida pelos governantes... A juventude de sempre foi agitada, curiosa, indagadora, idealista, um tanto apressada em conclusões, simplista em soluções para os contrastes da vida, que vai de repente descobrindo.[1]

Não é de hoje que vemos inúmeras narrativas, como a que citamos acima, formuladas por especialistas ou não, problematizando o comportamento juvenil. Suponho que o interesse por esses diagnósticos acerca da juventude se dá por conta do crescimento populacional dessa faixa etária (15 a 24 anos), que ocorre desde a década de 1940. Para ser mais especifica, no tocante ao crescimento da população de jovens no Brasil, segundo os censos demográficos feitos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ao longo de 30 anos, isto é, de 1940 a 1970, os números totais absolutos saltaram de 8,2 milhões de jovens na década de 1940 para 13,4 milhões em 1970. Como podemos observar na tabela abaixo, a maior porcentagem na taxa de crescimento dessa faixa etária se deu nos anos 1970.


Tabela 1 – População de 15 a 24 anos de idade, segundo os Censos Demográficos – Brasil (1940/1980)

População de 15 a 24 anos de idade, segundo os Censos Demográficos

A preocupação com o desenvolvimento da juventude estava presente tanto na opinião pública quanto no meio acadêmico, principalmente com seus possíveis desvios e “subversões”. Como afirma Helena Abramo (2007), a “juventude”, como categoria geracional que substituiria a atual, simbolizaria os dilemas da contemporaneidade, condensaria angústias, medos e, também, esperanças em relação ao futuro da sociedade.


Muitos desses estudos, artigos de opinião e demais publicações buscavam dissertar sobre um determinado modo de os jovens estarem no mundo. Ao identificá-los como fora dos padrões estabelecidos, sob filtros e valores morais da ideologia defendida pelo regime autoritário, estes estudos diagnosticavam que a juventude estaria em constante perigo ou – como costumavam ser apresentados nesses textos – em irremediável crise. Alguns desses escritos homogeneízam todos os jovens classificando-os de maneira unívoca como a “juventude brasileira”, não consideram, portanto, os cortes de classe, gênero e raça.


Sabemos que não podemos tratar a juventude como uma categoria uniforme, pois, dentro dessa classificação, encontramos sujeitos diversos. Porém, ao analisar algumas dessas publicações, não conseguimos identificar falas específicas para as camadas populares da população jovem do país. Dessa maneira, suponho que o Estado e seus interlocutores não estavam interessados pelas demandas dos jovens pertencentes às classes populares. Afinal, eles não representavam as expectativas e esperanças de aprimoramento da nação.


revista Síntese Política Econômica e Social

Para esta breve reflexão, selecionamos dois documentos que se propõem a tratar dessa temática que esteve sob os holofotes das mais variadas produções e sob as análises de diferentes interlocutores. O primeiro documento analisado é o artigo Juventude em crise, publicado pela revista A Defesa Nacional (RDN),[2] no ano de 1966. O segundo é outro artigo publicado na revista Síntese Política Econômica e Social (SPES)[3], periódico ligado à Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia de Belo Horizonte (MG), escrito por vários autores e publicado em 1968. A ideia é que possamos, através da análise desse material, compreender como a noção de crise na juventude estava sendo usada para medir, reprimir e enclausurar comportamentos fora do padrão esperado pelas elites dirigentes do país, o que, em muitos casos, reverberava para o restante da população.


 

A revista A Defesa Nacional (RDN) é uma publicação ligada, desde 1913, ao comando do Exército brasileiro. Sua finalidade é divulgar artigos e reflexões sobre os mais variados temas, mas com enfoque principal nos assuntos militares e nos estudos sobre a realidade nacional. Ao observarmos algumas publicações do periódico, veiculadas entre as décadas de 1960 e 1980, pudemos identificar a recorrência de uma narrativa aflita sobre a situação da juventude como um todo, mas com uma camada maior de preocupação com os jovens brasileiros. Preponderava a visão dicotômica entre os sujeitos chamados de “transviados” e aqueles que seguiam o modelo moralizante defendido pelo governo autoritário e pelas camadas conservadoras da sociedade.


Encontramos alguns artigos que tratam diretamente do tema da juventude e de seu comportamento. Há outros autores que focam sua análise sobre como uma educação moral e cívica poderia ser a solução para os desvios da juventude. Para essa variedade de análise, temos a colaboração de diferentes interlocutores como psicólogos, pedagogas, engenheiros, ministros de Estado etc., pois que a revista aceitava colaboração de outros profissionais, não somente de militares. Para esta nossa reflexão, optamos por selecionar o artigo intitulado Juventude em crise, veiculado no nº 608, de julho/agosto de 1966, pois sua proposta era identificar os principais problemas da juventude brasileira e diagnosticar os possíveis motivos que os causavam.


Nesta reflexão, o Cel. Cav. (QEMA)[4] Obino Lacerda Alvares afirma que a geração dos anos 1960 estava inconformada, pois a dinâmica das grandes cidades – com suas complexidades e dificuldades – tornava sua sobrevivência estranha e cruel. Para além desse primeiro diagnóstico, segundo o autor, a juventude trazia consigo a herança dos traumas da II Grande Guerra. Esses jovens, segundo Obino, “[...] recusam a tutela espiritual dos pais, renegam suas crenças e valores morais e procuram, às cegas, um novo conceito para a vida, um novo ideal pelo qual lutar.”[5] E, por fim, mas não menos importante, o autor afirma que os jovens brasileiros, frisando os meios estudantis das grandes cidades como Rio e São Paulo, assim como a juventude de Londres, Moscou ou Nova Iorque, são marcados pela rebeldia, pois os jovens viveriam suas vidas à parte, criariam símbolos e linguagens especiais que os diferenciariam e afastariam das crenças e preconceitos de seus pais.[6]


Em muitas análises, igualmente à de Obino Lacerda, podemos identificar que a crise que se apresenta não está limitada à juventude, mas teria proporções muito maiores, pois seria um momento de desestabilização da sociedade que, nos anos 1950, estava imersa em um sentimento de otimismo e euforia, que, com a chegada dos anos 1960, logo foi substituído por dúvidas e pessimismos. Conforme Bresser-Pereira (2003, p.123), no início da década, “o país foi pouco a pouco entrando em uma conjuntura de crise, em que as dificuldades emergentes superavam as soluções encontradas”.


revista A Defesa Nacional

Dito isso, podemos identificar, no desenvolvimento da análise feita por Obino Lacerda, que os motivos que desencadearam a crise da juventude são provenientes das tensões e mudanças que vieram com a nova década, como, por exemplo, a forma pela qual os jovens vão atuar frente as suas reivindicações.


No artigo, o autor traz alguns exemplos dessa atuação: as ações da União Nacional dos Estudantes (UNE) e do Comando Geral dos Trabalhadores (CGT), que Obino caracteriza como criminosas e sendo “tudo – menos estudo” [7]. Assim, sustenta sua afirmação sobre o “inconformismo da juventude” e sua alta probabilidade de inserir-se em movimentos contestatórios.


À medida que o texto avança, o autor apresenta outras hipóteses que corroboram sua tese de “juventude em crise”, como, por exemplo, a fragilidade da democracia, que, para ele, é “[...] cheia de contradições, imperfeita e indefesa”.[8] Obino Lacerda enumera uma série de direitos e prerrogativas presentes na Constituição[9] que, em sua perspectiva, acabam não dando o “contrapeso de responsabilidade” necessário para defender os “mais altos valores” na formação da juventude. Estes seriam os direitos de liberdade de consciência e crença, a livre manifestação de pensamento, a inviolabilidade das correspondências, a garantia da liberdade de associação, os direitos de propriedade, o livre exercício da profissão etc. Ao olharmos esses direitos e prerrogativas, podemos afirmar que o autor defende que, em uma legislação renovada, essas garantias deveriam ser revogadas, o que aconteceria mediante o recrudescimento da ditadura, após a decretação do Ato Institucional nº 5, em dezembro de 1968.


Daí por diante, ele disserta sobre a problemática em que o mundo contemporâneo se encontrava imerso, sempre se baseando na dicotomia Liberalismo democrático versus Coletivismo autoritário. Em sua perspectiva, a contaminação da educação diante da agressão e da infiltração ideológica marxista envenenaria os jovens.


A audácia não teve limites e sob o próprio patrocínio do Ministério da Educação se editaram livros como “História Nova”, de autores sabida ou confessadamente marxista, com textos vazados na mais pura dialética comunista. “História Nova” é uma interpretação marxista da História do Brasil e se destina a “orientar” o professorado secundário. O requinte de agressividade, contudo, foi demonstrado na execução de um plano de ensino aos adultos analfabetos. A seleção de professores realizou-se inclusive entre pessoas despreparadas para o ofício e os testes idealizados na época – amplamente publicados pela imprensa – exibiam do futuro mestre fidelidade ao credo comunista, sob pena implícita de não aproveitamento.[10]

Depois de apurar os problemas e responsabilidades, Lacerda busca deixar claro que os jovens estudantes são os menos culpados, pois não se poderia esquecer o condicionamento social. Ele afirma que “a não ser um pequeno grupo de estudantes de marcada formação democrática, de forte personalidade, quase todos os estudantes brasileiros foram mais vítimas que autores dos crimes que se possam imputar à classe estudantil.”[11] Observemos que, a todo instante, o autor faz o recorte social dos sujeitos estudados, são jovens estudantes. Ou seja, a juventude a qual é tomada para a análise não é composta pelos jovens das camadas populares, que não estavam nos bancos escolares, visto que, na década de 1960, o Brasil contava com apenas 226.218 estudantes universitários. Ainda sobre esses dados, conforme o censo do IBGE, na década de 1960, a população jovem do país era de mais de 13 milhões de jovens entre 15 e 24 anos, desses 4.522.121 não sabiam ler e escrever.


Ao concluir sua análise, Obino Lacerda afirma que “o instinto natural dos jovens busca proteção e guia”.[12] Assim, deve-se esquecer de “[...] considerar a Juventude como problema de polícia”.[13] E que, para além de um tratamento diferenciado, “[...] merece ser considerada matéria crítica da política do Estado, merece uma sábia política educacional”.[14] Pensando nessa “política educacional”, elenca algumas sugestões para efetivá-la, como, por exemplo, orientar a formação de professores, nos níveis primário, secundário e universitário, reorganizar a administração escolar, além de rever a Lei de Diretrizes e Bases. Porém, para Obino, essas medidas não seriam suficientes para efetivar a formação almejada. Para além disso, o governo deveria “[...] instituir uma objetiva Lei de Segurança do Estado e de reformar a Constituição [...]”.[15] Dessa forma, os direitos estabelecidos pela legislação instituiriam a todos os cidadãos uma parcela de responsabilidade perante a manutenção do sistema democrático e o crescimento da nação.


Os estudos que se debruçam sobre a chamada “Crise da Juventude” são desenvolvidos por variados grupos, muitos com a participação de intelectuais ligados à Escola Superior de Guerra (ESG),[16] como em outras publicações voltadas ao público em geral, vide os compêndios Moça e seus problemas e Moço e seus problemas.[17] Em nosso caso, o primeiro artigo foi escrito por um militar da ativa e publicado em um periódico ligado ao Exército brasileiro, mas que, como já dissemos, a revista A Defesa Nacional aceita colaborações de sujeitos de fora da caserna. Já o segundo texto é de uma revista acadêmica ligada à Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, de Minas Gerais. Muitos desses estudos identificam como fatores desencadeadores dessa crise o crescimento da população jovem, sua maior presença nos bancos escolares, especialmente nas universidades, e o hiato entre as gerações, ou seja, a distância entre as mentalidades e os valores defendidos pela geração passada e atual.


Dessa forma, podemos relacionar essa afirmativa ao argumento desenvolvido no artigo A crise da Juventude, publicado em 1968 pela revista Síntese Política, Econômica e Social (SPES). Nele, os autores afirmam que o crescimento desta categoria seria um primeiro fator que “[...] influi na intensidade e aceleração da crise [...]”. Afinal, “a proporção de jovens é muito maior na atual geração do que na geração passada.” [18].


De início, podemos pensar que os autores propõem uma análise apartada das questões morais, pois abordam tanto as taxas de crescimento populacional da camada jovem quanto seus desafios futuros baseando-se em dados estatísticos. Ao longo da narrativa, contudo, podemos perceber que os dois textos têm mais proximidades do que afastamentos.


Ao refinarmos a reflexão acerca do escrito anterior de Obino Lacerda, podemos identificar, logo de partida, uma narrativa impregnada de um sentimento nacionalista e cívico-patriótico, típicos de um representante de um governo autoritário. Basta nos atentarmos aos termos empregados quando a questão ideológica é abordada, como, por exemplo, “agressão ideológica”, “educação contaminada”, “atividades criminosas”, “subversão” etc.


O discurso de infiltração ideológica também aparece no texto da revista SPES, porém, ele tem como foco a questão da descrença e da negação de valores da geração anterior, que acabará por ser a chave de uma crise de autoridade. Em razão desses fatores, o ceticismo, o marxismo, o existencialismo, o estruturalismo e as mudanças observadas na própria Igreja, seriam responsáveis pela crise que acometia os jovens do mundo todo.


Dessa forma, por mais que o texto proponha sustentar suas análises em dados e pesquisas, não podemos descolá-lo do imaginário reinante no contexto da divisão polarizada do mundo na década de 1960. Assim, ao longo da argumentação dos artigos analisados, não é de se estranhar as menções ao problema da infiltração de “indivíduos estranhos” ao corpo estudantil.


Das motivações que são elencadas no texto, que justificam uma possível instabilidade no meio juvenil, o campo educacional é uma das mais destacados. Sendo que a reforma universitária representaria uma das principais causas do agravamento da rebeldia estudantil, muito influenciada pelo desequilíbrio generalizado da ideia de autoridade, que é explicada como “[...] fundamentalmente um problema de educação, de ruptura na transmissão de valores”, sendo identificada como a “[...] passagem de uma revolta contra a autoridade para uma revolta contra o princípio de autoridade”.[19]


Para além da ruptura na transmissão de valores morais durante o processo educacional, os autores do artigo defendem que esta perturbação também era influenciada pela diferença geracional na mentalidade e pela dificuldade na comunicação entre pais e filhos, marcada pela hostilidade. No mesmo sentido, o texto tende a atribuir esse colapso comunicacional ao modelo de educação da “não-interferência”. Segundo essa perspectiva, “o resultado de tal método educativo foi uma juventude impreparada pra o uso da total liberdade que conquistou”.[20]


Uma questão que devemos pontuar, que encontramos nos dois artigos analisados, é a preocupação relacionada ao tema da repressão policial à juventude. Igualmente ao entendimento de Obino, onde os problemas da juventude deveriam ser enfrentados a partir de uma perspectiva educacional, a reflexão feita no artigo da revista SPES, para além da preocupação com as questões de investimento na educação, há um tom de reprimenda às iniciativas de contenção pelo governo. Na visão dos autores, ante a ebulição e o aumento das tensões no meio estudantil, o governo acabaria sendo induzido a investir mais em mecanismos de repressão do que em políticas educacionais.[21]


Outro ponto que se repete em várias análises acerca dos problemas da juventude é a ideia de passividade dos jovens perante os comportamentos ou as ações determinadas como subversivas ou marcadas por ideologias contrárias ao governo ditatorial. Em alguns casos, os jovens são tomados por ingênuos e acabam sendo vítimas de “sujeitos infiltrados”, como afirmou Obino Lacerda. Porém, quando vamos para o artigo da revista SEPS, podemos observar que os autores acreditam que tão importante quanto a entrada de sujeitos estranhos no meio estudantil, foi a infiltração ideológica, pois que ela sendo “[...] muito mais sutil e, a nosso ver, muito mais grave, [...]” acabou atingindo “[...] o próprio modo de pensar da juventude e aos modelos mentais pelos quais ela apreende e interpreta a realidade.”[22] Assim, a inconformidade juvenil subsidiou a adesão dos jovens a atos vistos como subversivos, “[...] os movimentos de protesto, que podem ir desde as arruaças até a preparação de guerra revolucionária e da guerrilha urbana.”[23] 


Por fim, ao analisar esses dois textos, pudemos observar que o primeiro traz uma opinião mais pessoal sobre a questão de uma “crise na juventude”. Seus argumentos focam no campo da não preservação de valores morais, da sedução que acometeria a juventude por sujeitos e ideologias externas e, principalmente, por sua escrita permeada pela ideologia do governo militar. Já no segundo artigo, escrito por muitas mãos, mesmo com suas aproximações na identificação de motivos para a crescente preocupação com a formação da juventude, encontramos uma produção com características acadêmicas e, portanto, uma análise mais distanciada do objeto de reflexão. Não se pode esquecer de que são produções direcionadas a periódicos com objetivos diferentes e voltados para públicos específicos, mas que corroboram uma mesma solução para a seguinte problemática: a necessidade de investimento em um projeto educacional que vise ao engrandecimento da nação através da educação.


Diante do exposto, não podemos definir se haveria uma “crise da juventude” ou uma “juventude em crise”, pois entendemos que os motivos levantados pelos artigos definem sobretudo uma conjuntura de crise sociocultural e, em partes, geracional. O que podemos supor é que as juventudes, no plural, fizeram parte dos diversos grupos sociais que foram responsáveis pelos intensos embates contra a postura conservadora da sociedade brasileira da década de 1960. A contestação dos padrões sociais, as lutas pelas liberdades democráticas e pela justiça social, baseadas nas ideologias revolucionárias e na contracultura, fomentaram um clima de efervescência no meio juvenil. Este foi alvo das mais diversas narrativas produzidas por especialistas ou leigos opiniosos, todos enclausurados no mundo adulto. Eles tentaram, a todo custo, diagnosticar, muitas vezes pelo viés patológico, a juventude, no singular, como categoria em contínua crise.


 

Notas:


[1] Artigo do Gen. Div. João Bina Machado, intitulado Considerações sobre a educação da Juventude. In. Revista A Defesa Nacional, n. 620, Jul/Ago 68. p. 7-12.

[2] A revista A Defesa Nacional possui expediente até os dias de hoje. Conforme consta no site do periódico é uma publicação quadrimestral e “[...] tem por objetivo o estudo de problemas brasileiros e assuntos militares. Publica artigos sobre Estratégia, Tática, Política Internacional, Geopolítica, Administração, Economia, Finanças, Geografia e História.”

[3] A revista Síntese Política Econômica e Social permanece com expediente até os dias atuais. Conforme os exemplares disponíveis em seu site, o primeiro número da revista data do ano de 1959, com artigos de personalidades importantes do meio religioso como Alceu Amoroso Lima e o padre. Fernando Bastos de Ávila, este último, autor da Pequena Enciclopédia de Moral e Civismo.

[4] Quadro de Estado-Maior da Ativa.

[5] Revista A Defesa Nacional. Jul./Ago. de 1966. p. 89.

[6] Revista A Defesa Nacional. Jul./Ago. de 1966. p. 89.

[7] Revista A Defesa Nacional. Jul./Ago. de 1966. p. 90.

[8] Revista A Defesa Nacional. Jul./Ago. de 1966. p. 91.

[9] Lembremos que a Constituição que o autor cita é a de 1946.

[10] Revista A Defesa Nacional. Jul./Ago. de 1966. p. 94.

[11] Revista A Defesa Nacional. Jul./Ago. de 1966. p. 95.

[12] Revista A Defesa Nacional. Jul./Ago. de 1966. p. 96.

[13] Revista A Defesa Nacional. Jul./Ago. de 1966. p. 96.

[14] Revista A Defesa Nacional. Jul./Ago. de 1966. p. 96.

[15] Revista A Defesa Nacional. Jul./Ago. de 1966. p. 97.

[16] Para um aprofundamento sobre o tema recomendo a leitura do trabalho de Caio Fernandes Barbosa, Fazendo-os obedecer: moralidade, educação e trabalho nas políticas do IPES para a juventude brasileira durante a Guerra Fria.

[17] As obras A moça e seus problemas e O moço e seus problemas, escritos pelo médico americano Haroldo Shryock, em meados do século XX, eram um tipo de manual familiar, com bases fortemente religiosas e baseado no American Way Of Life, que traziam reflexões sobre como se portar frente aos problemas trazidos pela puberdade. Em sua descrição, o autor afirma que o manual, para os moços e moças, traz “Sadias diretrizes para as/os adolescentes, em que se estudam seus problemas sociais, sexuais e sentimentais, seus sonhos e aspirações, para seu bem estar físico, psíquico e espiritual.”

[18] Revista Síntese Política Econômica Social. Vol.10, Nº 37-38 (1968), p. 85.

[19] Revista Síntese Política Econômica Social. Vol.10, Nº 37-38 (1968), p. 89.

[20] Revista Síntese Política Econômica Social. Vol.10, Nº 37-38 (1968), p. 89.

[21] Revista Síntese Política Econômica Social. Vol.10, Nº 37-38 (1968), p. 87.

[22] Revista Síntese Política Econômica Social. Vol.10, Nº 37-38 (1968), p. 87.

[23] Revista Síntese Política Econômica Social. Vol.10, Nº 37-38 (1968), p. 87.


Referências:

ABRAMO, Helena Wendel. Considerações sobre a tematização social da juventude no Brasil. In. Juventude e contemporaneidade. Brasília: UNESCO, MEC, ANPEd, 2007. p. 73-90.

ABREU, Vanessa Kern de. A educação moral e cívica: disciplina escolar e doutrina disciplinar - Minas Gerais (1969-1993). 2008. 160 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Humanas) - Universidade Federal de Uberlândia/UFU, Uberlândia/MG, 2008.

BOURDIEU, Pierre. A "juventude" é apenas uma palavra. Questões de sociologia. Rio de Janeiro: Marco Zero, 1983, p. 112-121.

NASCIMENTO, Fernanda de Santos. A revista A Defesa Nacional e o projeto de modernização do exército brasileiro (1931-1937). Dissertação (Mestrado). Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUCRS, Porto Alegre, RS, 2010.


Como citar este artigo:  

MACIEL, Carolina. Juventude em crise ou a crise da juventude?. História da Ditadura, 11 mar. 2024. Disponível em: https://www.historiadaditadura.com.br/post/juventude-em-crise-ou-a-crise-da-juventude. Acesso em: [inserir data].

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